Desde
que ressurgiu, o ebola vem sendo o grande terror do ano e os
africanos, os animais nojentos que transmitem tal atrocidade. A
intenção desse texto não é mostrar o quanto os africanos são
coitados por estarem nessa posição, por mais que seja um fato. Eles
não têm culpa da doença ter recomeçado logo lá, só um pouco de
azar, porém, já é algo normal pra aquele povo que vive sofrendo. O
objetivo do mesmo, é esclarecer ideias além da doença. Sei que é
um mal temido por qualquer ser humano, inclusive por mim. Quem não
tem medo de ter os dias contados? Ou de ter que ser excluído do
mundo enquanto sofre com uma doença tão traiçoeira?
Só
damos ênfase a isso, e demos à gripe suína quando virou a febre da
época. Contudo, há outros maus do século que não podemos ignorar,
talvez possam ser até chamados de mal da humanidade. O egocentrismo
é um deles. Por mais que a maioria das pessoas afirmem e “comprovem”
que não são egocêntricas, há ainda uma grande falta de amor pelo
próximo. Como não olham para um morador de rua e não sofrem por
ele? Como não sentem um arrepio quando veem alguém passando frio,
ou um roncar falso no estômago ao perceber alguém com muita fome?
E, ao ver isso, na maior parte das vezes, não fazer nada? E aquela
criança, na praça, chorando, quando você passou de carro, será
que aquilo não era mais que malcriação? Hoje em dia o que mais me
preocupa e a falta de sensibilidade do ser humano. Como essa
tecnologia pode nos mostrar imagens tão reais e ao passo que essa
avança, o sentir na pele o que o outro sente, vai desaparecendo. É
como se nossos semi-robôs estivessem nos transformando em robôs. E
não estão?