quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Rota



O sentimentos são sentidos 
E eu vou nesse vai e vem das palavras 
Levando meu barco em círculos 
Rondando os mesmos lugares 
Me desintegrei nesse termômetro quebrado
Não sei mais quando está marcando 
Que estou bem 
Ou que estou mal 
As palavras me ouvem 
Mas não me guiam
O barco continua balançando 
Fazendo o termômetro quebrado subir e descer 
E o barco ir de um lado para o outro 
E voltar para o lado 
Dar meia volta para o outro 
Parar no mesmo lugar 
De novo

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Convulsão de confusões

  Algumas feridas podem sarar
Mas continuar doendo
Um dia todas as dores vão se curar
Nem que o remédio seja a morte
Não acredito em sofrimento eterno
Só em mentes fracas
As vezes é mais fácil ser fraco
Pois lutar contra, parece um caminho escuro
Num beco estranho
E enquanto isso se passa
Em uma mente conturbada
O mundo continua girando

E não percebendo sua confusão

domingo, 12 de outubro de 2014

Ebola

  Desde que ressurgiu, o ebola vem sendo o grande terror do ano e os africanos, os animais nojentos que transmitem tal atrocidade. A intenção desse texto não é mostrar o quanto os africanos são coitados por estarem nessa posição, por mais que seja um fato. Eles não têm culpa da doença ter recomeçado logo lá, só um pouco de azar, porém, já é algo normal pra aquele povo que vive sofrendo. O objetivo do mesmo, é esclarecer ideias além da doença. Sei que é um mal temido por qualquer ser humano, inclusive por mim. Quem não tem medo de ter os dias contados? Ou de ter que ser excluído do mundo enquanto sofre com uma doença tão traiçoeira?
  Só damos ênfase a isso, e demos à gripe suína quando virou a febre da época. Contudo, há outros maus do século que não podemos ignorar, talvez possam ser até chamados de mal da humanidade. O egocentrismo é um deles. Por mais que a maioria das pessoas afirmem e “comprovem” que não são egocêntricas, há ainda uma grande falta de amor pelo próximo. Como não olham para um morador de rua e não sofrem por ele? Como não sentem um arrepio quando veem alguém passando frio, ou um roncar falso no estômago ao perceber alguém com muita fome? E, ao ver isso, na maior parte das vezes, não fazer nada? E aquela criança, na praça, chorando, quando você passou de carro, será que aquilo não era mais que malcriação? Hoje em dia o que mais me preocupa e a falta de sensibilidade do ser humano. Como essa tecnologia pode nos mostrar imagens tão reais e ao passo que essa avança, o sentir na pele o que o outro sente, vai desaparecendo. É como se nossos semi-robôs estivessem nos transformando em robôs. E não estão?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Roubaram as vigas da perimetral (há um ano)


  Hoje talvez seja aniversário de muitas pessoas, com elas, a comemoração de um ano do roubo das vigas da perimetral. Comemoração? Sim, comemoração do sumiço de 5 vigas, pesando ao todo 120 toneladas e podendo ser vistas do espaço por satélites. Comemoramos hoje, com isso, a falta de caráter e a aceitação da humanidade. As vigas são só um simples exemplo em projeções maiores do que acontece no dia a dia da sociedade. Há sempre a massa, aquele que segue o todo, logo, ela mesma, que segue um mandante, que segue um poder maior. Tem os pensadores, os quais vão contra a maioria e são tachados de exagerados e errados, e em pouco tempo, esquecidos por todos. Tem o poder, que é a influência e a cabeça de muitos. E tem também aqueles que não podem pensar por si só, pois não há como alimentar uma cabeça sem alimentar um corpo. E com isso a sociedade vai levando a vida, acreditando no que é mais fácil, contestando o ridículo e trabalhando, trabalhando muito para que um dia chegue no poder, e faça o mesmo que os anteriores fizeram: suceder a hipocrisia humana.